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sexta-feira, 22 de julho de 2011

ALGUÉM MUITO ESPECIAL - SOME KIND OF WONDERFUL


NOTA: 8.
- Bem. Eu gosto de artes, trabalho em um posto de gasolina e minha melhor amiga é um garoto. Essas coisas não são muito populares no colégio.

Acho que nenhum adulto entendeu tão bem a juventude de uma época como John Hughes. Ele parecia ser o único capaz de fazer um filme sério, e bom, sobre que aluno vai levar quem para o baile, a disparidade entre os alunos do mesmo colégio ou até mesmo sobre um dia sem ir para a escola. Tudo isso em filmes que ora escrevia, ora dirigia e ora produzia, como Gatinhas e gatões, Curtindo a vida adoidado, Clube dos cinco entre outros filmes.
Aqui, ele roteirizou e produziu este filme sobre um rapaz apaixonado por uma das garotas mais populares do colégio. Ele é Keith Nelson (Eric  Stoltz), um cara não muito popular que gosta de pintar e tem como única amiga, Watts (Mary Stuart Masterson), uma garota que veste cuecas samba canção e anda de um lado para o outro com baquetas. Mas é claro que a garota popular, Amanda (Lea Thompson), não estaria solteira, isso seria simples demais.
O que sempre tornou os filmes de Hughes especiais, é que ele sempre permitiu que seus personagens fossem não apenas interessantes, mas também reais. De alguma maneira, todos os personagens lembram de alguma forma uma pessoa que você conheceu, o que torna fácil para nós nos identificarmos com eles. Para mim é fácil me identificar com Nelson, especialmente quando ele conversa com seu pai. Todas as conversas entre eles giram em torno do seu futuro, o pai quer que ele faça alguma coisa que lhe dê futuro, já Nelson emprega todas as suas forças para trabalhar com artes. Quem não passou por isso ou conhece alguém que tenha passado?
Os outros personagens não ficam para trás no filme. Amanda não é apenas uma mulher vazia e sem sentimentos que fica parada como se fosse uma obra de arte para ser exibida. Ser bonita não a torna capaz de não sofrer. Assim como Watts é muito mais do que até mesmo Nelson consegue enxergar. Desde o início percebemos que ela gosta dele enquanto tudo que ele fala é sobre o encontro que vai ter com Amanda. Ainda assim, ela é capaz de se oferecer para ficar dirigindo para os dois durante toda a noite. Em momento nenhum ela mostra qualquer atitude capaz de atrapalhar a noite deles. Talvez ela só esteja realmente preocupada com a felicidade de alguém que gosta muito. Para completar, um jovem Elias Koteas completa como um jovem punk sempre metido em confusões.
O filme pode não ser maravilhoso, mas tem mais apelo que os filmes anteriores do diretor/roteirista/produtor. É sensível, bem humorado com ótimas atuações (o trio protagonista funciona perfeitamente) e um charme especial. Apesar de parecer uma versão reciclada de A garota de rosa shocking, se mostra superior que o seu antecessor, mostrando que o diretor parecia estar entendendo cada vez mais o universo que usa em seus filmes.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

CAMINHOS VIOLENTOS (AT CLOSE RANGE)



NOTA: 8,5.
- Você não quebra laços de sangue.

Ás vezes é ótimo assistir a um filme de pouco mais de 20 anos (24 anos, nesse caso). Isso porque te dá a chance de ver atores que ainda estão vivos e o que aconteceu de suas carreiras. Se a consolidaram ou não. De rostos conhecidos temos Sean Penn, Christopher Walken, Kiefer Sutherland, Chris Penn (irmão de Sean), Crispin Glover e Mary Stuart Masterson. Alguns você reconhece facilmente, já outros...
Vamos primeiro ao filme: acompanhamos Brad Whiteford Junior (Sean Penn), garoto de uma cidade pequena do interior que mora com a mãe e a avó. Talvez por uma falta de amor paternal ou por perceber que sua vida não vai a lugar nenhum, ele é atraído a procurar a companhia de seu pai (Walken), líder de uma gangue que vive de assaltos. Ele diz que onde as pessoas enxergam beleza, ele enxerga dinheiro. Acaba, ele mesmo, formando uma gangue.
Bradford fica deslumbrado com sua nova vida. Para quem não tinha nada, ter um carro e poder sair com uma garota bonita pode ser muita coisa. Arriscando alto para um assalto de tratores, toda a gangue acaba sendo presa. Bradford Sr. sabe que a polícia está atrás dele, e sabe que podem usar Bradford Jr. para mandá-lo para a cadeia. Para salvar a própria pele, ele é capaz de fazer qualquer coisa. Inclusive trair seu filho. Se acha improvável que isso aconteça, um aviso: o filme é baseado em fatos.
Mesmo hoje, a temática do filme é bem violenta. Tudo que Bradford Jr. queria era um pouco de amor e talvez um pouco de ação. Com certeza não esperava que tudo terminasse como aconteceu. Seu pai é um sujeito violento cercado de outros tão violentos quanto fracos e mesquinhos. Um detalhe curioso: logo no início dos créditos aparece em maior destaque o nome da Madonna, que canta a música tema do filme, como se fosse a coisa mais importante do filme. Para os curiosos a música é Live to tell.
Sean Penn tem uma carreira consolidada. Até hoje já foi indicado 5 vezes ao Oscar, vencendo em duas ocasiões (2004 e 2009). Apesar de sempre em evidência, foi com a maturidade que veio o reconhecimento. Christopher Walken é outro que se mantém em atividade. Nesse filme já mostrava grande habilidade em representar tipos estranhos. Antes desse filme, em 1979, já tinha um Oscar. Chris Penn, irmão de Sean na tela e fora dela, não conseguiu grande sucesso. Antes ele tinha sido coadjuvante de Kevin Bacon em Footloose e nunca foi além de coadjuvante. Seu maior sucesso provavelmente foi Cães de aluguel, filme de estréia de Tarantino. Faleceu em 2006. Kiefer Sutherland estava em começo de carreira. Ele é membro da gangue e mal tem uma simples fala no filme. Esse é seu quarto filme. Apesar do reconhecimento, que começou a aumentar com Conta comigo, nunca teve uma carreira sólida, sempre com altos e baixos. Seu maior sucesso acabou acontecendo na tv com a série 24 horas, onde ganhou um Globo de ouro. Mary Stuart Masterson ficou na promessa. Hoje aparece esporadicamente em séries de tv. Crispin Glover, um ano antes, tinha feito George McFly em De volta para o futuro. Recentemente sua maior participação foi nos horrorosos filmes das Panteras.
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