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terça-feira, 15 de novembro de 2011

O CONCERTO - LE CONCERT


NOTA: 8.
- Você está louco? Quer que nos passemos pelo Bolshoi?

Nem toda comédia se trata de ser apenas engraçada, algumas conseguem passar grandes emoções. Como é este caso. Fazer rir e nos tocar ao mesmo tempo exige talento, e essa produção que se passa na Rússia e na França consegue nos manter grudados no desenrolar do que vai acontecer.
Começamos na Rússia, onde Andrei Filipov é um faxineiro do Bolshoi. Mas nem sempre foi assim. Como vamos descobrir posteriormente, ele era o maestro da orquestra, mas foi rebaixado depois que apoiou a permanência de judeus na orquestra nos anos 1980. Trinta anos depois, surge uma nova chance. Ele intercepta um e-mail para o diretor do teatro chamando a orquestra Bolshoi para uma apresentação em Paris. Ele se junta aos seus antigos músicos, todos também afastados e resolve fazer desta oportunidade o seu retorno.
O que atrapalha um pouco num filme que não se trata de uma comédia escrachada, é que, assim como em um drama, os personagens devem ser críveis. E isso não acontece. Quase todos os personagens são frutos de estereótipos tão fortes que fica difícil de nos identificarmos com eles. Russo bêbados, ciganos que dão golpes inacreditáveis, judeus que só pensam em fazer negócios e empresários safados são transformados em caricaturas neste filme que desenvolve muito mais tramas secundárias do que realmente deveria em tão pouco tempo de exibição.
A tarefa não é fácil. Junto com seu grande amigo Sasha, Filipov corre atrás de músicos que não tocam há muitos anos. Hoje eles trabalham fazendo trilhas sonoras de filmes pornográficos, dirigindo taxi, realizando entregas e até mesmo conduzindo ambulâncias. Fora isso, eles não tem dinheiro para viagem, tempo para ensaio ou mesmo um produtor. Para suprir essa última deficiência, eles são obrigados a contar com um ex-agente da KGB que eles odeiam.
Por motivos que só vamos descobrir no final do filme, a solista deve ser a bela e celebrada Anne-Marie Jacquet (Mélanie Laurent, de Bastardos inglórios). A peça escolhida para a apresentação é um concerto para violino de Tchaikovsky, que ela jamais tocou antes. Além de uma incrível beleza e presença na tela, ela é dona da melhor personagem do filme. E no fim, ele nos brinda com a emoção citada no início da resenha, com uma performance precisa.
Para curtir esse filme, você deve acreditar em tudo que o filme tem de nonsense, já que as soluções dos problemas que eles tem para montar o show em apenas duas semanas não são perfeitamente explicadas. Acreditar que eles são capazes de tocar bem juntos sem terem sequer um único ensaio beira a insanidade. Esse fato, por sorte, já está no final do filme e não chega a atrapalhar tanto. Um filme que diverte, alguma vezes emociona, mas que parece aspirar muito mais que isso. Sem sucesso.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

BASTARDOS INGLÓRIOS


NOTA: 8.

“Meu nome é Tenente Aldo Raine e estou montando uma equipe especial. Preciso de 8 soldados. Oito soldados judeu americanos. Vamos soltar na França, vestidos de civis, e uma vez que estivermos em território inimigo vamos fazer apenas uma coisa: matar nazistas.” Tenente Aldo Raine

Ao final do filme fica uma certeza: Tarantino é dono de um estilo único. Poucos diretores conseguem ser identicados tão facilmente por seu estilo. Menos ainda em atividade. Então só por isso já dá pra dizer que ele é muito bom mesmo. E seu novo filme não vai passar despercebido por ninguém. Gostem ou não do filme. E acredito que existirá quem não goste.

O filme apresenta basicamente três personagens e vertentes diferentes, interpretados por Brad Pitt, Mélanie Laurent e Christoph Waltz. Cada um lidera um núcleo da história do filme. Um caçador de nazistas, um caçador de judeus e uma judia. Bem díspares.

Tentente Aldo Raine (Pitt) monta um esquadrão que ficam andando pela Europa caçando a matando nazistas. Eles não fazem prisioneiros e cada soldado promete entregar para Raine cem escalpos (Raine tem uma herança apache) ou morrer tentando. Eles sobrevivem de forma improvável por anos nas áreas então ocupadas por nazistas fazendo suas matanças.

O vilão é Hans Landa (Waltz) cuja capacidade de encontrar judeus o faz ser apelidado como o “Caçador de Judeus”. Landa é provavelmente a pessoa mais inteligente, e inclusive fala com perfeição inglês, alemão, francês e italiano. Logo na primeira cena do filme (ótima por sinal), ele descobre onde estão escondidas uma família de judeus. No massacre, escapa apenas a menina Shosanna.

Shosanna (Laurent) cresce após o massacre de sua família com documentos falsos. Muda seu nome e cuida de um cinema, onde é assediada por um soldado alemão, que é na verdade um herói nazista por ter matado sozinho 300 inimigos. O caso do soldado serve de inspiração para os desejos nazistas e acaba se tornando um filme feito por Goebbels e sua estréia será feita no cinema da moça.

Aí que as histórias se encontram: Shosanna planeja incendiar o cinema, Raine quer invadir para explodir tudo e Landa é responsável pela segurança do lugar, que receberá além de Goebbels, o próprio führer.

Aqui vale lembrar que essa não é a verdadeira Segunda Guerra Mundial, essa é a Segunda Guerra Mundial do Tarantino. Não espere uma aula de história, Tarantino não está interessado em o quê realmente aconteceu ou como aconteceu, ele está interessado em contar uma história. E acredite, o final do filme choca e consegue ser mais feliz do que na verdade aconteceu. Não me surpreenderia se eles conseguissem resgatar Anne frank. Por isso Raine fazendo caretas o filme inteiro é totalmente aceitável. É um filme deslocado da realidade.

Por esses apstectos o filme de Tarantino é um espetáculo. Não fosse ele tão apaixonado pelo seu roteiro, poderia ter entregue um dos melhores filmes sobre a guerra, ao invés disso entrega um filme bom com momentos de brilhantismo. Um pouco mais curto e com mais espaço para a matança dos Bastardos, (afinal, o filme deveria ser sobre eles, não?), seria um filme memorável, mas ainda assim não será facilmente esquecido. Principalmente, o personagem Hans Landa não será esquecido. O filme pode não ser o melhor, mas não consigo recordar um nazista mais memóravel que esse.

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