Mostrando postagens com marcador Liev Schreiber. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Liev Schreiber. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de julho de 2011

SALT


NOTA: 5.
- O nome da espiã é Evelyn Salt.
- Meu nome é Evelyn Salt.
- Então você é uma espiã russa.

A pergunta básica do filme, e que foi amplamente usada para a divulgação do filme, é "Quem é Salt?". Será que ela é mesmo uma espiã russa? Ou será que ele é apenas uma vítima de algum plano de pessoas que querem prejudicá-la? Mas o mais importante que fiquei me perguntando foi: isso realmente importa? Quero dizer, em um filme que preza mais a ação do que o suspense, não adianta muita coisa fazer tanto segredo em cima disso.
Angelina Jolie é a Salt do título, uma agente da CIA casada com um alemão especialista em aranhas que parece passar suas tardes aprendendo como dobrar guardanapos. No fim do expediente, aparece esse russo que diz que ela é uma espiã russa, o que faz com que ela fuja fazendo uma espécie de bazuca usando um extintor de incêndio e produtos de limpeza. Tudo isso é apenas o início do que ela é capaz de fazer no melhor estilo "parece que sou normal mas na verdade sou a melhor arma humana que pode existir", tão criativo quanto um Steven Seagal fazendo um cozinheiro.
O que faz a trama parecer possível, é uma explicação mais absurda ainda. Na época da guerra fria, russos foram treinados para parecerem americanos. O plano é trocarem as crianças russas por americanas para que décadas mais tarde elas pudessem realizar planos que sequer sabem qual poderia ser. O plano já foi usado anteriormente, quando Lee Oswald foi substituído por um desses agentes e anos depois assassinou o presidente JFK. Agora a questão que fica no ar é se Salt está fugindo por estar realmente preocupada com seu marido ou se ela realmente pode ser um desses agentes? Mesmo com anos depois do fim da guerra fria, nada parece ter colocado na cabeça de alguém (qualquer um responsável pelo programa) que talvez fosse uma boa ideia terminar com os planos. Sejam eles quais forem.
E durante todo o filme, ela luta contra a equipe liderada por Peabody (Chiwetel Ejiofor) e seus muitos soldados que ao invés de atirarem nela ficam se enfileirando para apanharem. E é aqui que reside o maior conflito do filme: continuar tentando parecer um filme sério ou se assumir um filme de ação? Ele opta pela segunda opção e  perde os rumos de vez, principalmente por causa da escolha de Jolie como protagonista. Se fosse mais parecido com Procurado e tentasse não se levar tão a sério, daria para acreditar que ela é capaz de tudo o que faz no filme. O diretor optou pela veracidade, e sendo assim não dá para acreditar que uma mulher que mal deve pesar 50 quilos seja capaz de metade disso. E toda a ação (já reciclada de outros filmes) perde total credibilidade. No pior estilo dos anos 80 (e nem Sly dos 80, mas Van Damme dos 80).
Pensei que veria algo como uma versão feminina de Bourne, ao invés disso parece uma paródia de filmes de ação que não tem piada nenhuma. Eu gosto de Jolie como atriz, mas aqui ela é a atriz errada no filme errado.

domingo, 13 de setembro de 2009

UM ATO DE LIBERDADE


NOTA: 6.
“Nada é impossível. Tudo que fizemos até agora é impossível.” Asael Bielski
Esse é mais um filme sobre os judeus na segunda guerra, mas com uma diferença: mostra um novo tipo de judeu. Geralmente os judeus aparecem nos filmes para serem massacrados. Eles parecem aceitar seu destino, aqui os vemos lutando pela sua liberdade. São judeus guerrilheiros.
Durante a Segunda Guerra Mundial, um grande grupo de judeus se reuniram no meio de uma floresta formando toda uma sociedade auto sustentável. Liderados pelos irmãos Bielski, chegaram a ter um número estimado em 1.200 pessoas que desafiaram os nazistas. Foi o maior grupo e mais bem sucedido registrado.
O filme conta uma história de grande carga emocional, mas de alguma forma o filme falha ao transmitir essa emoção para o espectador. Grande parte disso acontece porque não há uma ameaça real mostrada no filme. Sabemos que os nazistas existem, sabemos que eles matam judes, mas não os vemos como uma ameaça real no filme. Todo o conflito do filme se concentra na própria sociedade.
O elenco foi muito bem escalado. Os irmãos são Daniel Craig (Tuvia), Liev Schreiber (Zus) e Jamie Bell (Asael). Eles se refugiam na floresta depois de terem a família exterminada. Tuvia mata os responsáveis e eles juntam pessoas que também precisam se refugiar. Tuvia está mais interessado em salvar os judeus, mesmo os indefesos e Zus está mais interessado em matar nazistas (assim ele acredita que estará salvando mais judeus). Os dois interpretam maravilhosamente bem seus personagens.
Edward Zwick é um cineasta irregular. Seus filmes ás vezes são longos demais, ás vezes muito melodramáticos. Aqui ele podia ter investido um pouco mais no drama, deixando a ameaça real ainda que o filme ficasse um pouco mais longo. Ainda assim é interessante conhecer essa história.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

X-MEN ORIGENS: WOLVERINE


NOTA: 4.

É só pensar: por que Gavin Hood foi escolhido como diretor desse filme? É um diretor com um Oscar de filme estrangeiro na bagagem que não apita nada em Hollywood. Não é um ótimo currículo para o estúdio fazer com que o filme fique da forma que eles querem? Foi o que aconteceu. Desde o primeiro minuto, vê-se um filme sem nenhuma aspiração artística que transpira uma obra sem emoção. Fosse feita nos anos 80 com o Van Damme no papel título, eu compreenderia. Feito hoje, é apenas desperdício do carisma de Hugh Jackman (que deve ter aceitado fazer o filme sem ao menos ler o roteiro, ou a falta dele). E lembre-se que ninguém mais vai ao cinema pra ver Van Damme.

A história é complicada e repete os mesmos erros cometidos em X-Men 3 – O confronto final. A trama é subdividida em muitos plots e o mais fatal, nenhum dele é interessante. Duas histórias clássicas do personagem, são mutiladas. Primeiro começamos com Origens, que mostra a infância de Logan até chegar a sua fase adulta. Uma minisérie interessante dividida em 6 partes que serve apenas para 2 minutos do filme. Então os personagens de Victor e Logan fogem e como bons canadenses que são, lutam em todas as guerras pelos EUA. Até serem recrutados por uma super força tarefa.

Porém, Wolverine fica cansado e resolve sair da força e vive uma vida feliz com Kayla, até que ela é assassinada por Victor. Sem conseguir fazer frente ao assassino, ele aceita fazer parte de um experimento que reveste os ossos de adamantium. Nessa parte eles mutilam outra história clássica: Arma X, que explica porque Logan não tem memória do seu passado, mas os roteiristas resolveram dar uma explicação mais ridícula para a amnésia do herói.

Outro erro que repetiram no filme anterior: excesso de personagens que não adicionam nada à trama. Possivelmente visando futuros filmes que possam virar franquias. A superequipe vai agradar aos adolescentes que verão cenas de ação ridículas e totalmente inverossímeis. Afinal onde mais vai ver um homem que consegue desviar todas as balas de umas 10 pessoas com metralhadoras usando apenas duas espadas? Ele até consegue cortar uma bala ao meio (!!!!!). Por acaso, esse personagem é Wade Wilson, o Deadpool. Um bom personagem que foi completamente desperdiçado.

Com tantas possibilidades de conflito do personagem (sua sede de sangue, sua luta contra seu lado animal, sua tentativa de levar uma vida normal...), escolheram: nada. O personagem transita com motivações fracas para o levar adiante fazendo que o melhor personagem seja Victor, ele pelo menos é sanguinário e até se orgulha disso.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...