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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O CLUBE DOS CAFAJESTES


NOTA: 9.
- A gente tem um velho ditado nos Deltas: não perca a cabeça, se vingue.

Temos duas festas distintas onde fraternidades escolhem os calouros que vão se candidatar. De um lado, a fraternidade de maior prestígio do campus com uma festa ao som de um piano enquanto as pessoas conversam tranquilamente num ambiente altamente refinado. Do outro, a fraternidade de pior reputação possível realiza sua festa onde a música alta rola junto com muitos litros de cerveja em uma casa que parece estar caindo aos pedaços. Talvez para os estudantes a melhor opção é a primeira casa, mas para vermos um filme de comédia não há opção melhor que os Deltas.
Eles são do tipo que caem bêbados, amassam latas de cerveja na testa enquanto tentam levar para cama toda e qualquer mulher que entram no seu campo de visão, estejam elas namorando, sejam casadas ou até mesmo menores de idade. Em uma determinada parte alguém diz que é preciso um gesto fútil e inútil da parte de algum de seus irmão. Não há fraternidade com gente mais qualificada para isso.
Claro que toda essa animosidade não é bem vista por todas as pessoas, em especial pelo diretor da universidade e menos ainda da fraternidade rival. Os dois se unem para dar fim uma vez por todas a esse "reinado do terror". A melhor coisa para nós é que os Delta não pensam em se aquietar para escapar daquela situação adversa, o que eles pensam é em vingança.
Muito mais não dá para falar sobre a história do filme. Não porque vá estragar alguma surpresa do roteiro ou coisa do gênero, mas sim porque o filme não se preocupa em contar uma história. O filme se preocupa em contar piadas. E nesse sentido ele funciona perfeitamente. É uma série de gags que misturam piadas vulgares e algumas vezes até mesmo escatológicas. É por isso mesmo que é também uma das comédias mais engraçadas que tem.
Um dos motivos pelo qual acredito que o filme funcione tão bem, é que eles trabalham com uma insanidade fora do normal. Nada do que acontece no filme parece poder acontecer na nossa realidade, o que abre um leque de possibilidades para as situações mais absurdas possíveis. E o destaque principal é o personagem de John Belushi. Ele é quase um animal de poucas palavras mas que consegue fazer rir com um simples olhar. É a atuação mais impressionante e o melhor personagem do filme.
Só os ingredientes necessários para fazer rir. E muito. O que mais precisa?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O CLUBE DOS CAFAJESTES


NOTA: 9.
- A gente tem um velho ditado nos Deltas: não perca a cabeça, se vingue.

Essa comédia não somente colocou o diretor John Landis (de filmes como Um príncipe em Nova York e Os irmãos cara de pau) no mapa como também lançou alguns atores para a fama, como Kevin Bacon, Tom Hulce (que viveria Mozart em Amadeus), John Belushi que infelizmente teve uma carreira curta e poucos filmes, e Karen Allen (a Marion de Indiana Jones).
O fato de ter conseguido o feito, é por ser uma comédia escrachada e politicamente incorreta como não se via muito na época e que hoje as pessoas que tentam imitar confundem com pura escatologia. Nenhum desses integrantes está preocupado com seu futuro acadêmico, o que eles realmente querem é curtir os anos de faculdade, seja qual for o tipo de festa em que estejam. No momento em que todos estão muito tristes, eles simplesmente resolvem que devem fazer uma festa da toga.
Quem sugere a festa é ninguém menos que Bluto (Belushi), o mais animalesco dos Delta, numa de suas poucas falas. A verdade é que este é um personagem que funciona melhor sem falar nada. Como quando sobe na escada e observa o dormitório feminino onde as mulheres estão em uma guerra de travesseiros (um típico sonho masculino do qual amigas minhas afirmam não existir), ele só precisa olhar para câmera para nos fazer rir. Um personagem memorável.
Alguém pode querer um detalhe mais aprofundado sobre o filme, mas isso não combinaria com o estilo dele. A intenção de todos os deltas parece ser cometer crimes contra a humanidade (uma forma exagerada de dizer que não se preocupam com leis ou convenções sociais). É só ver seus interesses: mulheres, sexo, cerveja e diversão. O que não gostam? Qualquer senso de ordem, que no filme é representado pelo diretor da universidade e seus puxa-sacos, os omegas.
Acho que o fato de o filme ter feito tanto sucesso é a energia que passa. Não há uma fórmula certinha a ser seguida aqui. Tudo é meio anárquico e bagunçado. E principalmente, muito engraçado. O elenco está bem composto, até mesmo com vários personagens que possam suprir a falta de palavras de Bluto. Desculpe repetir tanto o nome do personagem, mas é que com certeza ele é uma força da natureza que motiva a todos a fazerem suas festas e posteriormente a vingança. Ainda melhor, apesar de ser o que menos fala, tem as melhores falas. Nem que seja para simplesmente gritar "guerra de comida".
Um filme para ver sem compromissos e dar algumas boas risadas.
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