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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

AGENTE 86 - GET SMART


NOTA: 8.
- Eu estou tão feliz. Esse é o dia mais feliz da minha vida.
- Pro cone do silêncio funcionar você tinha que ter apertado o botão até o final.

Adaptado de uma antiga série da TV, este filme não agradou nem toda a crítica ou todo o público. Talvez por isso, apesar de ter sido lançado em 2008, ele não gerou nenhuma continuação. Eu acho uma pena, pois tem as antigas falas, boas piadas e novas ideias além de uma dupla que traz bons (e novos) ares. Além disso, cenas de ação que são muito melhores do que de qualquer outro filme de comédia que consigo me lembrar. E até mesmo que alguns blockbusters.
O Maxwell Smart neste filme é interpretado por Steve Carell. O agente meio atrapalhado mas que sempre consegue salvar o mundo, ou pelo menos os EUA, que opera em uma agência secreta americana chamada de CONTROLE. Seu trabalho é espionar agentes de um grupo terrorista conhecido como KAOS decifrando suas conversas. O desejo real de Smart é ser promovido a agente de campo, mas apesar de ter todas as habilidades, seu trabalho é bom que o Chefe (Alan Arkin) decide deixá-lo onde está.
Então a sede do CONTROLE é atacada e destruída. Além disso, diversos agentes são mortos e as ações estão comprometidas. Apenas a Agente 99 (Anne Hathaway) está em condições de operar, pois passou por uma reconstrução facial completa e ninguém sabe como ela parece atualmente. Para atuar com ela, Smart é finalmente promovido a agente de campo. Ele é o novato trabalhando com alguém mais experiente que tem que livrá-lo das confusões.
O plano para assassinar o presidente que KAOS planeja fazer é explodir com uma bomba nuclear um concerto na Disney onde haverá um concerto. Confesso que não consigo descobrir porque a bomba deve ser colocada dentro da onde o presidente vai estar. Já que é uma bomba nuclear, um ou dois quilômetros de diferença não fariam o mesmo efeito? Mas Siegrified (Terence Stamp) tem um plano interessante que parece que somente Smart é capaz de deter.
Acho que uma das coisas que mais achei interessante é a mistura de humor com as cenas de ação. Filmes de ação sempre buscam uma piada quando podem para aliviar a tensão. Aqui, as cenas cômicas é que são intercaladas com cenas de ação. Como já disse, as cenas de ação são ótimas, o diferencial é que a comédia aqui é muito melhor.
Existem muitos derivados e paródias de filmes de James Bond, eu devo dizer que a série era a melhor paródia que já vi do gênero, e felizmente o filme não fica muito atrás. Algumas cenas de ação são tão elaboradas que deixa até mesmo vários filmes do agente 007 no chinelo. Especialmente a cena final que envolve um carro em chamas andando em trilhos e um avião enquanto Smart tenta reaver o detonador de uma bomba nuclear que pode matar o presidente. Me impressionou bastante e me desaponta que não tenha tido uma continuação.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

VELOZES & FURIOSOS 5: OPERAÇÃO RIO - FAST FIVE



NOTA: 6.
- Deixe-me dizer uma coisa sobre esses dois homens: um é um ex agente federal, foi agente infiltrado por cinco anos e sabe todos os lugares por onde você pode vir. O outro é um ex-prisioneiro que já fugiu de duas prisões e passou mais da metade da vida evitando caras como você.

Li muitas críticas negativas sobre este filme por ele se passar no Rio, apesar de a maior parte não ter sido filmada aqui. Alguns reclamaram por somente mostrar a polícia corrupta ou por mostrar como se todos por aqui andassem armados. Se nem nós brasileiros desmistificamos essa ideia, porque devemos esperar que eles façam isso? o produto mais recente que exportamos para lá foi Tropa de elite 2, o que não nos dá qualquer direito de reclamações.
Tendo dito isso, vale também dizer que não acho possível que dois carros turbinados possam se amarrar a um cofre enorme e pesado e ir dirigindo em altíssima velocidade pelas ruas da cidade maravilhosa. Especialmente se considerarmos o trânsito durante o dia que piora cada vez mais. Assim como roubar carros de um trem que não existe aqui (será que estão se antecipando ao trem bala entre RJ-SP) deve ser ainda mais difícil. Especialmente se considerarmos que esse trem está no meio do deserto.
Então é seguro dizer que o Rio de Janeiro do filme, não é o mesmo lugar onde eu moro. Se for assim, tudo me leva a acreditar que este é um filme sem nenhum pé na realidade. Então como sendo um exemplar de um filme fantástico, todas as mentiras e ações absurdas que tem no filme não atrapalham em nada. Sequer importam. O que interessa são muitas sequências de tirar o fôlego com os personagens que já conhecemos.
Apesar de ser o quinto filme da série, esse é o terceiro que une Vin Diesel e Paul Walker. Além da volta também de Jordana Brewster, se junta ao elenco Dwayne (The Rock) Johnson para reforçar o time dos astros anabolizados de ação. Tanto é que diálogo não são muito valorizados nesse filme. Se encontrar mais de 6 falas em sequência saindo da boca desses personagens, pode ser que seja apenas a introdução de algo que vai ser bem picotado logo mais na edição.
O que mais me impressiona, é que o diretor Justin Lin mostra cada vez mais talento, e que pode acabar fazendo bonito em filmes de primeira linha. Ao invés de gravar cenas desconexas e juntar tudo na edição com velocidade incrível, como a maioria dos filmes hoje em dia são feitos, ele realmente coreografa e faz storyboards de cada cena de ação do filme. O resultado é muito melhor do que eu estava esperando em um filme desse porte.
O que torna esse filme um belo exemplar de filme de ação durante sua pouco mais de duas horas de projeção. Atores que podem não brilhar, mas não fazem feio com suas caras sem muitas expressões, cenas de ação que te seguram na poltrona e que desafiam as leis da física. Não é muito meu tipo de filme, mas devo confessar que é tudo bem feitinho. Para quem gosta, é um prato cheio, mas mesmo para os não afccionados pode ser divertido.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

OS OUTROS CARAS – THE OTHER GUYS


NOTA: 7.
- Vai devolver a minha arma?
- Não. Vou te dar um apito de estupro. Se estiver em perigo, você assopra e espera alguém com uma arma de verdade aparecer.

O filme começa com uma dupla de policiais em uma perseguição desenfreada. Eles dirigem a mil por hora sem nenhum preocupação com danos à propriedade ou mesmo com a vida de pessoas inocentes. Eles batem num ônibus e entram com o carro nele, mas isso não os impede. Basta irem para o volante do ônibus e continuar a perseguição com o carro engato na lateral. Não importa o que aconteça, os bandidos não vão conseguir escapar.
Eles não são considerados apenas policiais, são heróis e exemplos para qualquer outro policial. Esses, porém, não são a dupla protagonista do filme. Eles são interpretados por Samuel L. Jackson e Dwayne "The Rock" Johnson. Já Mark Whalberg e Will Ferrel são os outros caras. Aqueles que cuidam da burocracia para que os "grandes policais" possam continuar realizando seu bom trabalho.
Acontece que a dupla morre e cria um buraco no departamento. Quem poderá substituí-los? A fila não é tão grande assim, mas a verdade é que nenhum dos candidatos parece estar à altura. Nem os principais nem seus rivais.
O diretor Adam McKay aposta suas fichas no talento cômico de Ferrel, com quem já havia trabalhado em Quase irmãos e O âncora - a lenda de Ron Burgundy. Para contrastar, Whalberg está ao seu lado no "papel sério" do filme. A verdade é que o ator já tinha se saído muito bem no seu filme anterior onde fazia uma ponta na comédia Uma noite fora de série e já parece um tanto quanto à vontade em papéis desse porte.
A verdade é que os dois formam uma das piores duplas de policiais da polícia. Hoitz (Whalberg) só é conhecido por ter atirado em um jogador enquanto estava fazendo o policiamento no estádio. Gamble (Ferrel) era da contabilidade da polícia e somente atirou uma única vez na sua vida. Um tiro no teto da delegacia, fato que o fez perder o direito de usar uma arma de verdade. Hoitz quer resolver grandes casos para ganhar notoriedade, ser um dos caras, já Gamble quer resolver um estranho caso envolvendo fraudes. Ele sequer tem vontade de sair da sua mesa, quem dirá ir atrás de algum bandido de verdade. Sequer faz sentido também, afinal, como ele pode ser nessa dupla o homem a atrair as mulheres mais maravilhosas no filme?
O filme não chega a engatar realmente. Apesar das ótimas atuações de sua dupla, que geram algumas boas piadas (em especial com as explosões de Whalberg), mas o filme nunca chega a ser realmente engraçado. Assim como o diretor falhou em fazer o mesmo com seus filme anteriores, onde damos algumas risadas amarelas mais por causa das atuações do que pelo próprio filme.
Para um filme de comédia, o diretor se prende demais ao invés de se soltar e curtir mais com as situações "macho man" tão peculiares nos filmes de ação policiais. A única parte que parece ser realmente descontraída é da dupla de Jackson e The Rock, mas pena que os dois tem pouquíssimo tempo em cena. Diverte um pouco, mas muito pouco.

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